correios

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11), após as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo entre a categoria e a empresa. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em diferentes estados e também conta com adesão dos trabalhadores do Espírito Santo.

O movimento começou após o encerramento das negociações, que incluíram rodadas de discussão e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde dos empregados, aposentados e seus dependentes.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a categoria rejeitou a proposta apresentada pela estatal e é contrária à alteração na condição dos Correios como mantenedora do plano de saúde. Para os trabalhadores, a mudança pode trazer riscos ao custeio e à garantia da assistência médica.

A empresa, por outro lado, afirma que apresentou uma proposta que contempla 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. De acordo com os Correios, entre os pontos estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.

Para reduzir os impactos da paralisação sobre as entregas e o atendimento aos clientes, os Correios informaram que ativaram um Plano de Continuidade de Negócios. A estratégia prevê o remanejamento de empregados e o reforço das atividades operacionais durante o período de greve.

A paralisação ocorre em um momento de dificuldades financeiras para a estatal. No segundo trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, o resultado negativo chegou a R$ 5,55 bilhões.

Ainda não há prazo definido para o fim da greve. A categoria afirma que continuará acompanhando as negociações e cobrando uma nova proposta da direção dos Correios.

Destaques AsteriscoTV

Leia Mais

Menu